Em 1918 Jung começa a estudar os escritos gnósticos, sendo que O Gnosticismo tem uma visão de mundo baseada na experiência de Gnose, que tem por origem etimológica o termo grego gnosis, que siginifica “conhecimento”. Mas não um conhecimento racional, científico, filosóficos, teórico e empírico, mas de caráter intuitivo e transcendental ; Sabedoria. É usada para designar um conhecimento profundo e superior do mundo e do homem, que dá sentido à vida humana, que a torna plena de significado porque permite o encontro do homem com sua essência eterna, centelha divina, maravilhosa e crítica, pela via do coração. É uma realidade vivente sempre ativa, que apenas é compreendida quando experimentada e vivenciada. Assim sendo jamais pode ser assimilada de forma abstrata intelectual e discursiva.
Devido a busca de novos esclarecimentos Jung tem uma postura e uma visão diferenciada de outros teóricos onde a transcendência foi a chave para avaliar a sua genialidade e, ao mesmo tempo, o veneno para reduzir sua obra ao esoterismo. A dificuldade para compreender suas idéias é que, lado a lado com uma esmerada formação racional cientifica, Jung tinha, em grau também muito intenso, o chamado místico para a totalidade. Os dons privilegiados da fé e da razão geraram incompreensão de ambos os lados da cultura tradicional.
No Livro Elucidações Psicológicas à luz do Espiritismo (pag. 175-176), nos mostra um pouco do significado do Inconsciente Coletivo.
(...) Jung concebeu o inconsciente coletivo, que seria uma presença no indivíduo com todas as experiências e elementos mitológicos do grupo social, decorrentes da estrutura hereditária do cérebro humano.
O subconsciente psicológico ou subcortical – fisiológico, institivo – é automático, inicial, natural, corresponde ao id de Freud e aos arquétipos de Jung, enquanto o orgânico ou cortical responde pelos condicionamentos de Pavlov, pelo polígono de Grasset e os traumas e recalques estudados pela psicanálise.
Acreditava-se, anteriormente, que o ser subcortical era um amontoado de automatismos sob o direcionamento dos instintos, das necessidades fisiológicas. A moderna visão da psicologia transpessoal, no entanto, demonstra que a consciência cortical não possui espontaneidade, manisfestado-se sob as ocorrências do mundo onde se encontra localizada. Por isso mesmo, esse inconsciente é o Espírito, que se encarrega do controle da inteligência fisiológica e suas memórias - campo perispiritual – as áreas dos instintos e das emoções, as faculdades e funções para normais, abrangendo as mediúnicas.
Nesse subcórtex [subcortical], Jung situou o seu inconsciente coletivo, concedendo-lhes atributos quase divinos.
Modernidade, a genética descartou a transmissão cromossômica, encarregada dos caracteres adquiridos. Esse inconsciente coletivo seria, então, o registro mnemônico das reencarnações anteriores de cada ser, que na sua própria historiografia.
Felizmente o ser não tem consciência de todas as ocorrências do córtex, que as registra automaticamente – inconsciente cortical – pois se o conhecera, tenderia sua vida psíquica a um total desequilíbrio. (Ref. 6, p.60-61)
Prosseguindo nas pesquisas do mestre [Freud], Carl G. Jung concluiu pela realidade do inconsciente coletivo, que reúne todas as realizações e vivências das gerações passadas, incluindo as animais, por onde teria passado o ser humano, apresentado as suas consequências na expressão atual.
Aprofundando-se, porém, a sonda da investigação no abismo do inconsciente humano, as heranças coletivas constituem as experiências individuas das reencarnações anteriores, pré juízos que permanecem na memória extra-cerebral - no perispírito -, não poucas vezes ressumando em paz, quando saudáveis ou em conflitos, se procedentes de erros e defecções morais. (Ref. 10, p. 205)
(...) as personificações dúplices (múltiplas) ou parasitárias pertenceriam ao inconsciente coletivo, no qual estariam todas as informações ancestrais do conhecimento mesmo que arquivadas de forma não consciente. Esse inconsciente coletivo se encarregaria de guardar todos os dados que podem ser acessados a qualquer momento por todas e quaisquer pessoas, superando as dimensões de tempo e de espaço, seu processo evolutivo, abrangendo a fase primária e prosseguindo até o momento cultural que se vive. Não apenas em relação a si mesmo, mas igualmente a respeito de tudo quanto haja ocorrido. Desse inconsciente coletivo surgiram os arquétipos primordiais, responsáveis por todos os fenômenos psicológicos, conscientes ou não, identificáveis através dos sonhos, que responderiam aos estímulos que os podem desencadear, muitas vezes surgindo como complexos, que são os grupos de conceitos portadores de significativa carga emocional. (Ref. 12, p 22)
faz tudo muito sentido...unindo a psicologia com o espiritismo nós observamos q essa doutrina vai além da crença, pois existe provas científicas e com lógica para todas as dúvidas.Adorei o texto e confesso q ainda estou aaprendendo muito,espero q eu consiga tirar pelo menos a metade das minhas dúvidas...
ResponderExcluiradorei o seu post.
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